Reflexão


"Já não é a mesma hora, nem a mesma gente, nem nada igual. Ser real é isto" - Alberto Caeiro

"A imaginação é a rainha do real e o possível é uma das províncias do real" - Charles Baudelaire

Wednesday, December 30, 2009

Educação no campo: por uma escola cidadã parte II




No primeiro texto, publicado neste espaço dia 27/12/2009, falei de forma geral sobre a escola e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, - doravante MST. Desta vez serei mais especifico, tratarei sobre o assentamento Elizabht Teixeira, localizado no Horto Florestal de nossa cidade desde 2007.


Para tanto tive quer ir ao assentamento. Lá, obtive o auxílio do jovem Sebastião Albuquerque, (um dos militantes do MST) que me mostrou tudo. Através destas observações in loco, pude perceber que todas as crianças e jovens em idade escolar freqüentam as escolas do município (próximas ao assentamento). Não há criança sem escola, como também não há “barracos” sem livros. Sebastião, entre outros acampados, tem em sua casa vários livros – quase todos já foram lidos, afirma Sebastião - mas são sempre emprestados ou doados para os jovens do assentamento. Aliás, até ganhei um livro!


Há também no assentamento 12 mulheres em um curso de Comunicação, realizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas. O curso ocorre aos sábados. Já um outro grupo de trabalhadores faz um curso de formação política, mas esse é feito no assentamento também aos finais de semana.


O assentamento também é visitado por alunos da UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas) que através do projeto “Trilhas de Histórias”, contam a História do Brasil por meio de dinâmicas e aulas lúdicas. As aulas são aos domingos e fascinam até os adultos. Dessa forma, podemos dizer que as crianças e os jovens estão ligados ao processo de ensino e aprendizagem por quase sete dias por semana. Já os adultos, que não tiveram uma oportunidade de estudar quando crianças, agora podem ter aulas com os alunos da UNICAMP, através do EJA (Educação de Jovens e Adultos).


Mesmo em meio a problemas financeiros de locomoção, há cinco trabalhadores rurais cursando faculdade na região. Uma trabalhadora realiza seus estudos na área da pedagogia na FAC aqui em Limeira.


No MST, educação não se confunde com escola, a educação é constante. Elas aprendem a lidar com a terra – ao verem seus pais trabalharem nela – a ler e escrever na escola municipal e a lutar por seus direitos no cotidiano do assentamento. Um dos sociólogos mais respeitados nos EUA afirmou: “não há concessão, mas reconhecimento pelo Estado das Lutas sociais”, ou seja, ir a escola não significa ler apostilas e livros didáticos, mas deve-se também ir à rua, fazer novos direitos sociais ou ampliar os já existentes.

10 comments:

  1. The hardest to prepare for is leaving your home
    as you will need to have ready to go with you (in a moment’s notice) everything you will need to survive
    for at least a couple of days. They can also be left to express their various behaviors on their
    own. Both administer something labeled a "curiosity bite".

    Feel free to surf to my blog post: best vacuum for pe

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