Reflexão


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Thursday, November 3, 2011

Crise, mentiras e o colapso do capitalismo: o caso grego


Os gregos esqueceram que são os pais da filosofia. A filosofia antiga tinha como parâmetro a busca do conhecimento verdadeiro. O atual governo grego rompe com essa tradição filosófica, pois já mentiu duas vezes. A primeira para entrar na União Europeia e a segunda, agora, para receber um empréstimo do Banco Central Europeu para pagar sua colossal dívida externa.

A mídia brasileira também mascara a chamada “crise grega”, ao relacioná-la à uma nação e seus problemas internos, como gastos elevados na área social e falta de planejamento financeiro, como se fossem pressupostos da crise, mas nada disso se relaciona diretamente à ela. Há uma análise, por parte de alguns analistas, pautadas pela superficialidade do que ocorre no continente europeu.

Deve-se destacar que a crise grega é séria, é o reflexo de um sistema que se retroalimenta de crises, por isso não pode ser vista como isolada ou apenas ligada aos problemas internos de um país, pois Irlanda, Itália e Portugal também estão com problemas financeiros. Dessa forma pode-se afirmar que a crise é estrutural, ou seja, ligada ao sistema escolhido para gerenciar as relações comerciais entre os países. Estou afirmando que quando os governos optaram pelo modelo capitalista como eixo de relação entre as nações, eles sabiam que as crises eram inerentes ao sistema. É em momentos de crises que empresas privadas aumentam seu capital e que especuladores concretizam seu projeto de ter uma boa aposentadoria.

O que o presidente da França e a primeira-ministra da Alemanha estão fazendo nada mais é que um circo, cujos clientes somos nós. A ajuda dos Bancos, do Fundo Monetário Internacional ou do Banco Central Europeu aos gregos não irá mudar o declínio econômico deste país. Para resolver os problemas gregos seria necessário mudar o sistema econômico adotado pelos países. Talvez, um modelo econômico alternativo para a atual crise seja o New Deal norte-americano da década de 1930 ou Neodesenvolvimentismo do governo Lula da Silva que poderiam reorganizar a economia da Europa.

Uma forma de apaziguar os efeitos da crise é fazer o contrário do que o governo grego vem realizando. Isto é, deve-se empregar mais pessoas, investir em infraestrutra, gerando mais receita, e claro, não pagar a dívida externa. Um Estado Nacional deve primeiro garantir a sobrevivência de seu povo, nesse caso, ele deve ser o grande empresário da sua própria nação e não deixar isso para o mercado financeiro ou para outros países que visam fins próprios.

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