Reflexão


"Já não é a mesma hora, nem a mesma gente, nem nada igual. Ser real é isto" - Alberto Caeiro

"A imaginação é a rainha do real e o possível é uma das províncias do real" - Charles Baudelaire

Thursday, November 10, 2011

Por um novo IDH: por um novo Brasil




No início de novembro, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), divulgou o Relatório do Índice de Desenvolvimento Humano. Neste cenário o Brasil conseguiu subir um ponto, se comparado com o ano anterior, atualmente o país está na 84º colocação, entre os 187 analisados. Nesta lista, o Brasil fica atrás de países da América do Sul, como Argentina (45º), Uruguai (48º), Peru (80º) e Equador (83º).

A ideia do IDH, criado nos anos de 1990, pelo paquistanês Mahbub ul Haq e pelo indiano Amartya Sen foi deslocar a análise econômica centrada no sistema financeiro, no período regido pelo Neoliberalismo, para uma agenda pautada por uma economia política com ênfase no social, na qualidade de vida de todos os habitantes do país analisado.

Atualmente, falta ao Pnud incorporar novos critérios à sua metodologia, mesmo que uma parte dessa carência tenha sido efetivada no Relatório do ano passado, quando foram acrescentado novos instrumentos de análise e de questões pare se elaborar o ranking do IDH. Em 1992, o Pnud acrescentou o conceito de liberdade política como um princípio de desenvolvimento humano, mas talvez, por falta de clareza no conceito do que seria “liberdade política”, tal perspectiva não deu certo. Espera-se que novos itens relacionados ao meio ambiente, a esfera cultura e política sejam incorporados, buscando aperfeiçoar esse importante instrumento que compara o rendimento de um país com o seu desenvolvimento social.

No Brasil, o IDH deve ser analisado como ponto de partida e não como um fim. O país vem crescendo ano a ano no índice; isso significa que as políticas sociais, iniciadas no governo de Fernando Henrique Cardoso e expandidas no governo de Lula de Silva estão fazendo efeito. É evidente que o governo poderia agilizar a emancipação dos cidadãos que não têm acesso a uma vida decente, nesse caso, falta apenas vontade política e não recursos financeiros.

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