Reflexão


"Já não é a mesma hora, nem a mesma gente, nem nada igual. Ser real é isto" - Alberto Caeiro

"A imaginação é a rainha do real e o possível é uma das províncias do real" - Charles Baudelaire

Saturday, April 3, 2010

O Brasil no Oriente Médio



O governo brasileiro está certo nas suas ações no Oriente Médio. A crítica da elite tupiniquim brasileira, de que nossa diplomacia não tem tradição na região é demonstrativo da visão unilateral sobre o mundo. Apoiar politicamente a construção do Estado Palestino e rechaçar a invasão dos israelenses na região é salutar para a manutenção da paz. Israel vem ano a ano ocupando regiões consideradas sagradas pelos árabes e assassinando jovens palestinos que lutam por uma palestina livre.

O exagero do ataque realizado nessa última semana de março por Israel ao povo palestino é uma evidencia do abuso de poder e da negação do diálogo por parte dos judeus. Israel perde novamente a oportunidade de mostrar ao mundo que não é um Estado a lá espartano, com um exército imbatível (Tzahal). Os judeus poderiam construir com os palestinos um Estado Palestino, que tudo indica, será feito de forma unilateral pelos muçulmanos em 2011, ou seja, iniciará de forma equivocada, pois a probabilidade de Israel invadir o novo Estado é iminente.

Faz tempo que a Terra Santa perdeu sua profecia de ser a “terra do maná, onde o alimento caía do céu” (SCHILLING, Ocidente x Islã, 2003, p.146), agora são bombas atingindo alvos na Cisjordânia, muitas vezes distantes de serem militares. É uma guerra étnica cujo objetivo central é escravizar os muçulmanos que lá habitam há centenas de anos.

O Brasil segue coerente na sua diplomacia no Oriente Médio, prova disso foi a crítica feita pelos EUA a ocupação dos judeus na região de Ramat Shlomo em Jerusalém. Só haverá paz na região quando Israel devolver os territórios ocupados desde 1948 - quando foi inventado o Estado de Israel nos territórios palestinos.

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