Reflexão


"Já não é a mesma hora, nem a mesma gente, nem nada igual. Ser real é isto" - Alberto Caeiro

"A imaginação é a rainha do real e o possível é uma das províncias do real" - Charles Baudelaire

Thursday, August 4, 2011

O Nosso Plano é o Brasil Maior. Será?

Fonte da Imagem:(CNDI)

O Plano Brasil Maior anunciado dia 02 de agosto, é uma nova política industrial para velhos setores da indústria brasileira, calçados, confecções, móveis serão beneficiados com as desonerações de suas folhas de pagamentos. O setor de tecnologia, os softwares também serão agraciados, todavia com uma alíquota diferente. O setor de tecnologia pagará 2,5% da contribuição sobre o faturamento, enquanto os outros pagarão 1,5%. Isso é um erro, deve-se desonerar mais o setor de tecnologia.

Percebe-se no plano, que ele é tímido e tardio. Todavia é bem vindo, por todos, pois o processo de desindustrialização é célere e visível em qualquer comércio no país. Basta olharmos onde o produto foi fabricado ou na etiqueta do mesmo que ficará evidente sua origem: Made in China.

Claro, acredito que é mais sensacionalismo mediático do que parâmetro, não tem como competir com o governo chinês. A China com seu colossal mercado interno, mais de um bilhão de pessoas e seu capitalismo de Estado, que como já sabemos, respeita muito pouco as instituições de comércio internacional. Logo a China será a maior economia do mundo e pronto, deveríamos aceitar isso e em vez de lutar contra ela, buscar modernizar o nosso diversificado parque industrial é uma boa forma de manter aquecida nossa economia.

O que poderíamos fazer, como política de Estado, é sermos mais ousados em nossa macroeconomia. Cortar os juros da taxa SELIC. Liberar muitas das obras de infraestrutura para o setor privado em si, deixando de lado as parcerias entre o governo federal e empresas privadas, que além de burocrático é cheio de falhas, onerando o setor público. Investir na longa rede educacional, algo que infelizmente ocorre de forma “homeopática”, em gota a gota, com muita corrupção e com projetos caros e que não são exequíveis. Ter uma política de governo voltada para os cursos de exatas e de tecnologia será fundamental para nosso país se tornar um competidor econômico mundial.

Porém, o governo da presidenta Dilma Rousseff tem avançado e o Plano não é o fim de uma política industrial, mas como ela mesma disse: “é apenas o início”. E mais, o Plano será acompanhado por um triunvirato de instituições: o governo, os representantes dos empresários e dos sindicatos dos trabalhadores.

Como um simples mortal pagador de impostos, só me resta “ver para crer”. Como diria René Descates "É de prudência nunca se fiar inteiramente em quem já nos enganou uma vez"

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