Reflexão


"Já não é a mesma hora, nem a mesma gente, nem nada igual. Ser real é isto" - Alberto Caeiro

"A imaginação é a rainha do real e o possível é uma das províncias do real" - Charles Baudelaire
Showing posts with label Política. Show all posts
Showing posts with label Política. Show all posts

Sunday, February 26, 2012

Política e entusiasmo



Não será o entusiasmo o condutor de minhas decisões. O quadro político é novo em Limeira, pois parte da população resolveu assumir suas responsabilidades e atuar como protagonista na vida política da cidade. Perante isso, alguns caciques não terão mais o poder ou influência de anteriormente, mas isso não significa que eles estão totalmente fora da arena política.

Uma composição de vanguarda será formada para o futuro pleito. Entretanto, haverá um resquício conservador. Lembro ao leitor que na política contemporânea, o espaço para herois ou salvadores da pátria foi reduzido, especificamente na política brasileira, marcada por governos de coalizão. Um bom exemplo é o governo Lula. Em seu governo foram retiradas 40 milhões de pessoas da miséria, mas ele não mexeu na estrutura política que corrói o patrimônio público, há pelo menos 200 anos.

O objetivo deste texto é trazer cautela em meio aos confetes. A participação da sociedade não pode se resumir em apenas comparecer as sessões da Câmara Municipal. O movimento tem que estar nas ruas, assim como, não se pode beatificar aqueles que agiram de forma acertada em um momento político. Para o entendimento da política é preciso conhecer a história, pois ações isoladas transformaram caciques ou "tribos" ligado à velhas estruturas políticas em salvadores da sociedade, possibilitando que continuem na engrenagem do sistema. Uma frase famosa do escritor italiano Giuseppe Tomasi di Lampedusa resume bem o nosso cenário político: "Se queremos que tudo continue como está, é preciso que tudo mude”.

Thursday, July 28, 2011

Juventude



O que seria do mundo se não fosse a efervescência dos jovens. São eles, com razão ou sem ela, que alimentam e retroalimentam a esperança de um mundo mais justo.

No Brasil, uma parte dos jovens já se mobiliza faz muito tempo, claro, não é uma mobilização do mesmo ritmo do que da juventude árabe. Os jovens brasileiros, em especial, os negros ou agora denominados afro-descendentes, em seus diversos movimentos e grupos de pressão estão conquistando algumas reivindicações, após décadas ou até séculos de reclamações e exclamações através da mídia e dos fóruns políticos do país. As chamadas políticas afirmativas de cotas é um exemplo destas conquistas.

Os jovens homossexuais, não apenas eles, mas com outros grupos, como os de direitos humanos, conseguiram este ano o reconhecimento de sua união civil, fato oriundo de manifestações e da sua organização, tendo em vista a famosa parada gay. Como exposto pelos meios de comunicação de massa, a população brasileira ainda é, em parte, contrária ao direito de igualdade entre heterossexuais e homossexuais. O preconceito ainda é um ranço que não se descola do individuo, mesmo que ele tenha conseguido mudar de classe social.

Lembro que os longos regimes militares, com destaque para o Egito, - mas não apenas ele - e o aumento dos preços dos alimentos – principalmente após a crise de 2008 - são os motivadores desses movimentos, que grosso modo, vai da Tunísia até o Irã. São esses dois fatores que mobilizam os jovens árabes.

No plano doméstico, o movimento dos jovens árabes está mais ligado a falta de recursos econômicos (falta de comida) e perspectiva política (de que eles continuaram fora do debate político) do que uma reivindicação de um grupo específico desta sociedade, ou seja, as revoltas árabes são mais estruturais do que as nossas, isso não significa que são mais profundas socialmente, pois mudar a mentalidade de um indivíduo pode ser mais complexo do que mudar um regime político de um país.

Na Europa, pelo menos na Grécia, os movimentos estão mais ligados a ineficiência do governo grego que fraudou e roubou o país do que uma busca por mais direito ou mudanças do regime. Na Espanha, o núcleo do movimento é diferente. Os “indignados”, como ficaram conhecidos, querem mais transparência política e, talvez, uma democracia direta. Todavia, como jovens, há muitas ideias e uma organização frágil, porém, só o movimento em si, já provoca um incomodo na estrutura política espanhola que está “deitada eternamente em berço esplêndido”. Os políticos europeus não veem na rua, no caso, na praça, o que é fazer política de fato.

Wednesday, July 13, 2011

Um novo cenário político em Curitiba?



A saída de Gustavo Fruet do PSDB mostra como o partido continua sobre o manto do centralismo político. Fruet, ex-deputado federal e que recebeu 2,5 milhões de votos para senador (destes 646 mil só na capital), mas não levou, é um político que tem sua base ligada na juventude. Ressalta-se que o seu pai foi um político com vários mandatos e até prefeito de Curitiba entre 1983-1985, ou seja, Fruet tem um rastro político forte na cidade. Ele buscava do PSDB apoio para sua possível candidatura a prefeitura de Curitiba, todavia, tudo indica que Luciano Ducci, atual prefeito pelo PSB, sairá candidato a reeleição. Ele era vice de Beto Richa, quando o mesmo foi prefeito entre 2004 a 2010. Agora como governador do Estado, Richa dará apoio ao Luciano Ducci, mantendo sua base aliada no importante pólo de poder que é Curitiba.
Segundo Fruet: “Comunico a Vossa Excelência e ao PSDB o meu desligamento do partido.

A decisão, tomada com tristeza após meses de conversações internas infrutíferas e muita reflexão, foi movida por sentimento de profunda incompreensão com o silêncio e a falta de clareza da direção do partido na capital, especialmente quanto à participação na sucessão municipal de Curitiba nas eleições de 2012.”

Quem olha todo este cenário de perto é o senador Roberto Requião do PMDB, que já foi prefeito de Curitiba e governador do Estado. Ele está louco para colocar um aliado na bela capital, talvez, por isso o Gustavo Fruet não se filiará no PMDB, talvez ele irá para o PSD.

Indo para outro partido, Fruet irá rachar os votos do PSDB e provocar uma disputa mais equilibrada entre os partidos, nesse processo, poderá haver novidades para o executivo municipal curitibano. Pesa ao filiado do PSDB um possível apoio ao Luciono Ducci, pois o mesmo é filiado ao PSB, que nacionalmente apóia o PT, seu principal adversário. Tais contradições poderiam mudar o contexto político da capital do Paraná.

Sunday, October 24, 2010

LIBERDADE DA NOSSA “IM-PRENSA”

O Brasil avança na liberdade de imprensa. Conforme mostrou a ONG, Repórteres Sem Fronteira, o Brasil subiu 13 posições no ranking mundial de imprensa. Agora o país ocupa 58º posição. Estamos longe do ideal, mas é um avanço importante. A ONG afirma que o Brasil conquistou tal posição no ranking por causa da “evolução favorável da legislação”, ou seja, o governo vem aprimorando suas leis e contribuindo com a liberdade de todos os meios de comunicação.

Mas ainda há muita reclamação por falta de liberdade na mídia impressa. O motivo, em minha opinião, está ligado a alguns jornais. Tais jornais – de grande circulação nacional - estão atrasando o progresso do Brasil de se libertar da censura. Um exemplo atual e amplamente conhecido é o jornal O Estado de São Paulo – “O Estadão”, que demitiu Maria Rita Kehl por expressar suas concepções. Em si o artigo da psicanalista não tem nada de partidário. Maria R. Kehl apenas expõe algumas políticas públicas que deram certo no governo federal, e que tudo indica, terá continuação com o próximo presidente, seja ele(a) do PT ou do PSDB. Mas o jornal “O Estadão” que se tornou um tentáculo de um partido, não aceita o pluralismo de ideias, base de qualquer democracia e, claro, de qualquer meio de comunicação que almeje liberdade. Há jornais que também publicam matérias sem nenhum compromisso com a veracidade dos fatos. Estes meios de comunicação são expoentes da procrastinação brasileira, no que tange liberdade de imprensa. Um outro fator do atraso na emancipação total da mídia brasileira é a proteção feita pela – própria - mídia de algumas pessoas ou instituições que já censuram de forma indiscriminada os meios de comunicação em um período não muito distante da nossa história política. Na atual decadência de nossos jornais, até um ex-espião da ditadura, que mandou para tortura milhares de jovens, têm sua opinião divulgada, contra uma presidenciável, como se fosse sinônimo de autenticidade histórica. Em minha opinião, ex-espião do regime militar é usurpador de liberdade alheia e não tem moral para fazer qualquer pronunciamento sobre o quesito: caráter.

Para o país conquistar uma ampla liberdade de imprensa deve-se rever o papel de alguns jornais, que deixaram sua função mor de informar, investigar, ser pluralista e trazer temas de interesse público para se tornarem, infelizmente, centros de divulgação partidária ou de um grupo específico da sociedade civil. Enfim, “Libertas Quæ Sera Tamen”.

Wednesday, April 14, 2010

A culpa é do Cabral!



Nessa terra cheira de vida, os portugueses comandados por Pedro Àlvores Cabral fincaram sua espada e cruz - em 22 de abril de 1500. Ao longo da dominação, resolveram efetivar seu comércio. O sistema aplicado foi o Plantation, assim, a cana-de-açúcar, o trabalho escravo, o latifúndio e a falta de inovação foram os instrumentos utilizados para gerar a riqueza que ia da Colônia para a metrópole - Portugal. A Colônia Brasil, cumpre assim sua função, fazer dinheiro para metrópole. Enfim, o Brasil torna-se um negócio do Império Português.

Terra tão produtiva e importante que vários se interessaram, todos foram expulsos, holandeses e franceses, os últimos ocuparam a Baía de Guanabara e criaram a França Antártica, mas Estácio de Sá juntamente com suas tropas conseguiram enviá-los de volta para a Europa.

Não demorou muito para que o Rio de Janeiro se tornasse a capital da rica Colônia e posteriormente do Império e da República – foi de 1763 até 1960. O Rio de Janeiro torna-se uma cidade moderna, além de uma capital turística e de inspiração até para músicas e poemas.

Seu encanto e sua riqueza trouxeram de vários lugares imigrantes, com a esperança de ter uma vida decente. Encontram um Cabral, mas não é o do século XVI, mas o Sr. Governador Sérgio Cabral, que faz do Rio de Janeiro o seu negócio político, seu trampolim para conquistar mais poder. Divulgou a conquista da Copa do Mundo de 2014 para a cidade maravilhosa, mas não olhou para os cariocas de 2010, que choram, não pela conquista da Copa, mas por perderem suas casas e muitos, até a esperança já perderam.

No mínimo, desde 2004 as áreas de risco já eram conhecidas em Niterói, todavia, sabemos que tais problemas não são recentes. Os atores políticos da cidade maravilhosa, não se preocupam muito em resolver os problemas dos moradores dos morros, pois lá só vivem pobres - em suas senzalas modernas -, e os mesmos, na mentalidade de elite política, podem ser a cada dois anos manipulados pela mídia. Talvez seja por isso que os “nobres” políticos lá só apareçam em períodos de ano eleitoral. Tal situação, infelizmente não é uma característica só do Rio de Janeiro.

É difícil para um brasileiro ver mortes de pessoas de bem, que poderiam ser evitadas se os atores políticos fossem responsáveis. Agora todos os políticos e agentes públicos se solidarizam e vão enviar dinheiro (público) e fazer os projetos para evitar - no futuro- tais tragédias, mas aí percebesse o grande teatro. O cenário é que o Brasil já tem engenheiros preparados para fazer os projetos e já tem o dinheiro para as obras, ou seja, a não realização das obras necessárias para melhorar a vida dos cariocas deixou de ser feita por falta de vontade política de vários setores da esfera política: municipal, estadual e nacional.

O maior problema do Rio de Janeiro, no meu entendimento, não serão as chuvas que virão, mas a possibilidade da elite política continuar “deitada eternamente em [seu] berço esplêndido”, como já afirmava a letra da pátria. Enfim, a culpa é do Cabral!

Saturday, January 9, 2010

O Futuro do Brasil




Um país só consegue ter relevância nas relações internacionais quando demonstra estabilidade política e desenvolvimento de sua economia. É sabido que somos “gigantes por natureza”, entretanto éramos coadjuvantes da arena internacional. A inserção do país ficou à luz da ribalta, quando os aplausos vieram antes do último ato. No camarote, vários chefes de Estado que concederam a Lula, após seu discurso de improviso na Conferencia do Clima em Copenhague (Capital da Dinamarca), a nítida noção da importância do governo no trato com os vários temas internacionais. De sobremesa, fica claro, que a famigerada ausência de ensino não significou vazio de inteligência.

Mesmo com Judas, não caímos na retórica do velho papagaio, que discursava todos os dias – pelas manhãs - nas bancas que ocupam as praças vazias. A missa, mesmo que repetida não se tornou verdade, pois vender nossas instituições, em prol da tradição que sempre confundiu o público com o privado, não creditou os louros a sociedade que carece, nem na esperança (que é um ato de fé), nem no pão nosso de cada dia (que é uma questão de dignidade), foram sanados.

O espanto do trapezista encontra-se na contradição histórica: eram somente os ricos que ficavam mais ricos. Mas no governo do mito vivo, o ciclo esfacelou-se. Agora, para ira de uma platéia que sempre ganhou algodão doce, os pobres estão melhorando suas vidas. Mas a inveja e a intriga fazem parte dos sentimentos humanos, por isso se compreende, mas não se espelha.


Mesmo regurgitando letras, das mais lascivas as mais artísticas, os interlocutores da expoente inteligência brasileira já sentem no dorso que o lugar que habitam, se desenvolveu pelas obras do famigerado programa. Mesmo com destino incerto, dado por uma cartomante – lá na Av. dos paulistas -, o programa outorgado pelo nordestino e comandado pela ex-guerrilheira vem galgando uma mudança no insólito Brasil, talvez seja isso a razão de tanta chuva.

Bem, se na escuridão de nossa história, o sangue jovial de muitos – que não são poucos – ocuparam a latrina dos nobres, evidencia-se que “Ela” tem uma labuta árdua na história do presente. Não é mais contra os donos da verdade, pois seu instrumento é o debate. De forma cirúrgica, a localização do embate encontra-se no preconceito, a do seu gênero, e, do estilo sério de sua personalidade. Claro, compreende-se isso muito fácil, pois o fluxo histórico mostra que muitos estavam acostumados com as piadas pretéritas!

Feliz 2010!

Tuesday, December 22, 2009

Pelo processo Democrático


“Não se pode esperar que os partidos atuais, que são os maiores aproveitadores do Estado, mudem de atitude por sua própria iniciativa. Isso é absolutamente impossível, uma vez que seus verdadeiros chefes são todos (1)”


“A primeira arma de uma nova doutrinação que se inspire em grandes princípios, por mais que isso possa desagradar a certos indivíduos, deve ser o exercício da mais forte crítica contra aqueles que estão na liderança da sociedade”


É muito fácil dizer que nada presta. O Congresso Nacional, as Assembleias estaduais e as Câmaras Municipais não valem nada, não prestam para nada. Pronto, foi dito! Mas essa afirmação não contribui para resolver qualquer problema em nosso meio político, aliás, nem é um sentimento ou frase nova, isso já foi dito em vários momentos na História do Brasil e do Mundo.

Essa afirmativa “O Congresso não vale nada” é mais um slogan de publicitário ou de cientista político preguiçoso do que realmente são os fatos. Mas como aquelas afirmativas que levam do nada a lugar nenhum, novamente ficaremos na inércia da compreensão do fenômeno político. Vamos aos fatos:

Primeiro, há uma cultura política no Brasil que faz do Congresso, das Assembleias ou das Câmaras Municipais entes que caminham para um Bem Comum ou Supremo. Nada disso. Os políticos juntamente com seus partidos nas esferas políticas (Congresso –Assembleias – Câmaras), de forma prosaica estão em direção de acumulo de poder, ou seja, de garantir espaço nas instituições. Isso é necessário, desde que seja de forma democrática e honesta. Pois algum partido tem que comandar alguma coisa, já que nossa forma de governo é pautada pela República com um sistema presidencialista. Poderíamos estar em uma monarquia, aí as instituições estariam nas mãos de uma pessoa, ou poderíamos viver em um sistema anarquista, sem comando de ninguém, e claro, sem instituições.

Segundo, há uma confusão tremenda entre sistema democrático e o fazer justiça, como se ambas fossem sinônimo. Ledo engano leitor. Uma das características, mas não é a fundamental, do sistema Democrático, é escolha de um cidadão para ocupar uma cadeira eletiva no parlamento. Agora isso não tem a ver com justiça. O justo (no Brasil) se relaciona com um bom advogado e com pressão da mídia sobre as mazelas ocorridas em nosso país. A mídia cobra o justo ou não, conforme a sociedade compra os seus jornais, revistas ou assiste (audiência) seus programas. É muito comum um roteirista de novela mudar o final da mesma por pressão dos telespectadores – que lhe enviam e-mails e cartas. Álvaro de Villa, professor da USP, mostra um caminho para que a Democracia inicie um processo de igualdade e oportunidade para os seus cidadãos: “Se o que queremos é que a democracia contribua para promover a justiça social, o que é preciso é assegurar oportunidade eqüitativas de participação e de influência sobre os resultados do processo democrático” (Grifo meu - Ver o livro: Vera Sanches O. Coelho; et al. Participação e Deliberação, São Paulo. Ed. 34, 2004. P.108)


Terceiro, temos uma noção de Democracia como um processo somente de escolha de pessoas aos cargos públicos. Depois de votar poderíamos ir para casa e ver as bobagens da televisão e esperar os benefícios das leis. Fácil. Como fica evidente não é assim que funciona. As esferas públicas são, queiramos ou não, um reflexo de nós – para não dizer sociedade, que dá a falsa ideia que são os outros. Isso significa, por exemplo, que a Câmara Municipal de Limeira “é o que ela é” não somente por ter pessoas não virtuosas - segundo alguns - mas por haver em nosso meio (amigos, vizinhos entre outros) indivíduos que não estão comprometidos com a “coisa” pública. Tal premissa tem um principio de verdade, pois há vereadores(as) que estão na casa de leis mais tempo do que eu tenho de vida, continuam com seu modo de fazer política desde que estão no poder, ou seja, eles(as) não mudaram. Assim entendo que nós legitimamos suas ações em elegê-los de forma periódica.

Para sairmos deste engodo não basta criticar quem está no poder em nome do famigerado bem comum ou da justiça, pois os mesmos não existem no âmbito do político como já demonstrou o economista liberal Schumpeter na obra: Capitalismo, Socialismo e Democracia, e o político Maquiavel no clássico o Príncipe. Essa noção - que nada presta na política - e que são os homens de bem (puros) que devem tomar o seu lugar, ficou evidente com Hitler, conforme citação na epigrafe deste texto [ver o livro: HITLER, Adolf. Minha Luta. São Paulo. Editora Moraes, 1983. P. 281], coloque a palavra Judeu, dentro do parentes número (1) e você perceberá que o discurso é quase o mesmo, mas para grupos diferentes. A colossal diferença é que, infelizmente para a humanidade, Hitler tinha milhões de soldados e armas. Não estou chamando quem discorda dos meus argumentos de nazista ou algo semelhante, apenas pretendo fazer um alerta ao modus operandi de vários discursos que estou lendo ou ouvido. No Brasil a democracia já é consolidada, por isso, não é negando o outro que avançaremos no progresso político. E mais. Não estou aqui defendendo nenhum político e sim o sistema democrático de nosso país.

Em vez de anular os outros (pessoas, grupos ou instituições), deveríamos participar. Ir às sessões da Câmara, cobrar (por e-mail, telefone entre outros meios lícitos) dos vereadores, deputados e senadores, e até, por mais prosaico que possa ser não votar mais nos políticos que não seguiram os princípios que você acha justo. Enfim, não é um diagnóstico ou ação fácil de sanar, todavia a política não é uma luta entre o bem e o mal, mas é concomitantemente um meio de agir (em algum espaço público) e um aglomerado de propostas (programas de governos) de vários partidos. Mas para escolher entre uma proposta ou outra é necessário ação e a participação de todos.